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EVIDENCIAS CIENTIFICAS DA ELETROESTIMULAÇÃO

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Promessas dos vendedores: tonificação dos músculos; redução de gordura corporal, celulite e flacidez; melhora na força, aptidão, resistência e estética corporal; estímulo da produção de colágeno e fluxo sanguíneo na pele; aumento duradouro de consumo de energia; redução das dores nas costas... Inclusive um deles fala “nós ajudamos nossos clientes a treinar de maneira mais eficiente e nossos parceiros a ter sucesso em seus negócios”. .

Deu água na boca, né? Mas vamos aos estudos citados por eles mesmos. Começamos pelos que não vêm ao caso, tipo Filipovic et al. que usaram EMS em jogadores de futebol (2016) e avaliaram deformabilidade dos glóbulos vermelhos (2015). Também desconsidera Kemmler & von Stengel (2012) pois é uma revisão com evidências fracas. Mustafa & Ozgur (2009) até reportam perda de 3kg de gordura em 8 semanas, mas é um estudo duvidoso, num jornal estranho e sem controle da dieta. Por falar em estudo estranho, Ahmad & Hasbullah (2015) fazem propaganda sem ao menos mostrar os resultados! .

Kemmler et al. (2013; 2017), Humbert et al. (2009), Wittman et al. (2016) e Van Buuren et al. (2015) sugerem que a EMS pode ser boa para idosos, diabéticos, etc., mas apenas quando comparado com NADA. Mesmo em idosos, von Stengel (2015) e Kemmler & von Stengel (2013) reportam que, após 54 semanas, não há melhora na densidade óssea, ganhos de míseros 0,5% na massa muscular e perda de 1,2% da gordura abdominal. Após mais de um ano, viu? .

Em jovens, Kemlmer et al. (2016a, 2016b) mostra que, após 4 meses, pessoas destreinadas reduzem em 1% o percentual de gordura e ganharam 600g de massa magra. Antes disso, Kemmler et al. ( 2010) não encontraram aumento no metabolismo de repouso e nem diferenças na perda de peso ao comparar EMS com NADA. .

Ah, estou usando estudos citados pelos vendedores, e praticamente todos citam os fabricantes em seus agradecimentos. Como exemplo de estudo “esquecido”, Porcari et al. (2002) afirmam que EMS não tem efeito na composição corporal, força e aparência física e concluem que as promessas associados ao produto não se justificam. .


Por: Paulo Gentil

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