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COMO ADAPTAR O TREINO A UMA DIETA DIETA POBRE EM CARBO

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Por: Paulo Gentil


Apesar de haver muita discussão sobre o tópico e independente do fanatismo de alguns fanáticos, a restrição de carboidratos pode ser eventualmente adotada por nutricionistas sérios em casos pontuais. No entanto, essa dieta costuma vir acompanhada de alguns problemas práticos. .

Um dos primeiros sintomas que os praticantes de musculação reportam quando baixam a ingestão de carboidratos é a queda no desempenho durante os treinos. Isso ocorre porque as reservas de glicogênio estão reduzidas, o que interfere na performance de atividades que envolvem esforços repetitivos de alta intensidade (Skein et al., 2012; Stellingwerff et al., 2011. Souglis et al., 2013). Como consequência, a pessoa normalmente se sente desanimada para treinar e, quando treina, percebe nitidamente que o seu rendimento não é o mesmo, a fadiga ocorre mais rápido, a recuperação entre as séries é mais lenta... .

Então, como poderíamos ter alguma qualidade em nossos treinos de musculação enquanto nos adaptamos a essa dieta? A resposta pode estar em um estudo recente de Sawyer et al. (2013) no qual homens e mulheres treinados tiveram a força e potência avaliadas em vários testes após passar por uma semana de uma dieta convencional ou uma semana de dieta com restrição de carboidratos. Interessantemente, apesar de estarem comendo apenas 5,4% das calorias vindas dos carboidratos, não houve prejuízos na força e na potência muscular (Sawyer et al, 2013)! .

A explicação para o achado diferente pode estar no tipo de exigência fisiológica dos testes. Os estudos que verificaram quedas na performance envolveram atividades que exigiam mais da via glicolítica (duração mais longa e repetidas após períodos curtos de tempo). Já os testes feitos pelo grupo de Sawyer tinham duração era mais curta, sendo feitos mais com a utilização do fosfato de creatina para a síntese de ATP. .

Portanto uma dica para que seus treinos não despenquem de qualidade é trabalhar com estímulos que tenham menor exigência das vias glicolíticas. Na prática, isso significa enfoque mais tensional e aliviar um pouco nos treinos metabólicos!

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